7 (+8) tirinhas brasileiras para se acompanhar online

Reflexões sintéticas sobre o nosso tempo. Sarcasmo, melancolia, lirismo, humor nonsense ou inocente para expressar o momento político ou comportamental do país e do mundo, às vezes em apenas um quadro sem texto. Ora sutis, ora agressivas, as tirinhas – e suas irmãs charges e cartuns – têm a capacidade de causar identificação, perplexidade, riso, ternura ou indignação em uma rápida olhada.

Listei quinze artistas que praticam esta arte instantânea hoje no Brasil com brilhantismo. A lista inicial tinha sete, mas à medida que fui pesquisando, descobri mais e mais, até que decidi incluir mais oito como bônus – por isso o “7 (+8)” no título.

Os quadrinhos, diários ou eventuais, podem ser acompanhados por blogs, sites ou perfis em redes sociais, cujos links também estão listados.

 

laerte

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Lenda do quadrinho nacional em plena atividade. É um privilégio poder compartilhar da observação aguçada, do brilhantismo dos desenhos e da permanente reinvenção expressas nas criações diárias de Laerte.

Faz tiras desde os anos 70 e tem muitas publicações impressas, sendo as mais recentes Olhos de Bicho (UgraPress, novembro de 2016), em parceria com DW Ribatski, e Modelo vivo (Barricada, novembro de 2016).

  • Entrevista em vídeo em seis partes ao canal Drauzio Varella [link]
  • Entrevista em vídeo à revista Cult [link]
  • Entrevista de 2007 ao site O Grito! [link]

 

alexandre lourenço

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Resignação, melancolia, humor pessimista e contemplativo equilibrados por uma estranha mania de ter fé na vida. Alexandre Lourenço registra, quase silenciosamente, a passagem cotidiana do tempo se utilizando do espaço ocupado pelo desenho e explorando de forma única as possibilidades que a interface digital proporciona.

Alguns quadrinhos são intransponíveis para publicações tradicionais. Você vai entender o porquê clicando nos links a seguir para ver as tirinhas que não cabem nesse post: mergulho, escapista, cachorro.

Publica no blog Robô Esmaga desde 2010, de onde tirou alguns dos quadrinhos que compõem um livro de mesmo nome (JBC, novembro de 2015). No ano passado, saiu sua primeira obra mais longa, Você é um babaca, Bernardo (Mino, setembro de 2016).

  • Entrevista ao blog da loja Itiban Comic Shop [link]
  • Entrevista ao blog Poltrona Mobius [link]

 

andré dahmer

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Acidez e ironia sintéticas como base para raciocínios sofisticados e desconcertantes que transitam sobre inúmeros temas. Em três quadros, às vezes em menos de dez palavras, a mágica insiste em acontecer.

André Dahmer foi um dos primeiros quadrinistas brasileiros a ganhar fama através da internet, ainda no começo dos anos 2000, quando começou a publicar a tirinha Malvados. Tem vários livros publicados, sendo os mais recentes Vida e Obra de Terêncio Horto (Cia. das Letras, setembro de 2014) e Quadrinhos dos anos 10 (Cia. das Letras, abril de 2016)

  • Entrevista em vídeo ao site Saraiva Conteúdo feita em 2010 [link]
  • Entrevista em texto também ao Saraiva Conteúdo [link]

 

tatyane menendes

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Ternura, solidão, humor docemente negro, desejo, lirismo, saudade. Cabe tudo nas tirinhas e ilustrações de Tatyane Menendes, onde ela mostra a si mesma e afirma um mundo de amor possível, ainda que inevitavelmente dolorido.

Mantém a fanpage no facebook ,onde publica suas criações, desde dezembro de 2013. Publicou o zine Porra Tatiana e comercializa quadros com suas ilustrações na lojinha (que no momento está fora do ar).

 

ricardo coimbra

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Sarcasmo e verborragia contra posers, adolescentes de 38 anos, discursos de fachada, falsos moralistas, modinhas e frescuras em geral. O Obina do amor, como se define, não poupa ninguém.

Publica no blog Vida e Obra de mim mesmo desde 2009 e reuniu seus cartuns e tirinhas no livro Vida de Prástico (Gato Preto, 2014). No fim do ano passado, publicou o zine Tragical Misery Tour em parceria com Bruno Maron.

  • Entrevista ao Scream & Yell [link]
  • Entrevista em vídeo produzida para o Festival do Minuto [link]

 

ivana amarante

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Divertidos, involuntariamente meigos e, como fica claro na tirinha acima, descontroladamente fofos. Sem vergonha de trocadilhos infames e cheias de auto-ironia, as tirinhas de Ivana Amarante são críticas, sim, mas ácidas jamais. Expõem, com leveza e graça, dilemas que certamente não são só dela .

Publica no facebook desde janeiro de 2012 e comercializa produtos com a sua personagem em uma lojinha online.

  • (auto) Entrevista em vídeo no youtube [link]
  • Entrevista ao Lady’s Comics [link]

 

sirlanney

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1779862_720483637986088_249140171_nOs dias a fazer quadrinhos, viver e sofrer a vida, sem medo de se mostrar vulnerável. Saudade, tesão, ansiedade, alegrias, insegurança, descobertas, falta de grana, tédio. Oscilações que nos mantêm vivos, mas que às vezes parecem aniquilar além do suportável.

Por esse terreno instável circulam os quadrinhos intimistas de Sirlanney, que registra seus momentos desde 2012 no blog Magra de Ruim, mesmo nome da antologia financiada pelo Catarse (independente, 2015), que ganhou nova edição pela Lote 42 recentemente.

  • Como é a Vida de Uma Quadrinista da Internet, por Sirlanney [link]
  • Entrevista em vídeo ao Avante Cast [link]
  • Entrevista à Revista Trip [link]

 

bônus 1 (confins do universo)

Confins do Universo, o podcast do infatigável Universo HQ, dedicou uma edição inteira às tirinhas impressas. O assunto é tão vasto que decidiram falar apenas das tradicionais de jornal; as feitas na web, como a maioria acima, serão tema de outro podcast. Foi daqui que surgiu a ideia para este post.

Sidney Gusman, Samir Naliato, Marcelo Naranjo e Sérgio Codespoti proporcionam mais de uma hora e vinte minutos de ótimo papo, muita informação e contextualização histórica, memórias pessoais e uma avalanche de referências e indicações. Confere lá.

 

bônus 2 (+8)

bruno maron [facebook]desabafa1

sahr [facebook]tumblr_oeuh8sjyge1vct2tpo1_1280

raphael salimena [blog]tirap043

laura athayde [facebook]tumblr_o3vw6rhrof1s59hjvo1_1280

benett [twitter]
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thaiz leão gouveia [facebook]
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aureliano [facebook]15085644_1111116112331597_255400392134879822_n

orlandeli [site]
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ESPECIAL QUADRINHOS NACIONAIS
(1) 
um podcast, um webdoc e uma série de entrevistas
(2)  15 tirinhas para acompanhar online
(3)  6 webséries para ler agora (em breve)
(4)  2 publicações-panorama
(em breve)
(5)  4 canais de informação (em breve)
(6)  muitos quadrinhos independentes (depois do carnaval)
(7)  3 editoras representativas da produção recente (bem depois do carnaval)

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shazam! – com uma palavra mágica…(novos 52)

Uma nova aventura de origem atualiza Billy Batson, identidade à paisana de Shazam. Deixa de lado a pureza e a ingenuidade características do personagem. No lugar, um órfão problema de idade avançada que vive sob a tutela de uma assistente social e pula de casa em casa sem conseguir encontrar um lar definitivo. Os Vasquez são a enésima tentativa, mas têm algo especial: costumam acolher crianças mais velhas e parecem ter um motivo bem particular para isso – ele chega à nova família para ser o sexto filho adotivo.

shazamA partir daí começam pequenos desentendimentos, seguidos de aproximações e novas rejeições. A relação entre Billy e a nova família ganha caráter menos banal e se aprofunda à medida que ele se aproxima do seu destino místico, com os antagonistas clássicos do herói, Dr. Silvana e Adão Negro, fazendo relevantes aparições.

A trama consegue se manter atraente e divertida até o fim, com pequenas revelações e reviravoltas ao longo das cerca de 170 páginas de história. Mesmo não sendo personagens bem desenvolvidos, gosto bastante da participação dos irmãos de Billy (Mary, Freddy, Pedro, Eugene e Darla), que aparecem a maior parte do tempo em conjunto. Dão boa dinâmica para as partes não-heroicas do quadrinho, particularmente minhas preferidas.

A resolução final talvez seja um pouco simples, mas não chega a abusar da licença poética, como parece comum em roteiros de herói. Bem no fim, uma ponta solta indica continuação. Enfim, foi diversão para toda a família.

avaliação
3,8 / 5
(bom)

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Shazam! – Com uma palavra mágica…
Geoff Jons (roteiro), Gary Frank (arte) e Brad Anderson (cores)
Levi Trindade e Bernardo Santana (tradução)
Panini Books, outubro de 2015
196 páginas, 17 x 26 cm, colorido, capa dura, R$ 29,90

Shazam!
DC Comics, maio de 2012 a agosto de 2013 (mensais)


P.S.: Vale lembrar que Shazam é um herói cuja saga fora dos quadrinhos é mais cheia de reviravoltas do que qualquer roteiro. Em meio a brigas judiciais que se arrastaram por décadas, assumiu várias identidades (Marvelman, Capitão Marvel, Miracleman) e viveu em muitos mundo (fawcett, marvel, dc). Mas esse é um assunto que talvez seja retomado aqui quando eu ler Miracleman, clássico de Alan Moore.

 

as aventuras do barão wrangel – uma autobiografia

O barão Wrangel, o magnata das camisas de popeline, é um aristocrata europeu – um playboy desocupado, para ser claro. Ostenta sem esforço um ar blasé e pomposo, mas que possivelmente pela ingenuidade é também cativante. Depois de ser flagrado na cena de um assassinato, se vê metido com obscuras organizações conspiratórias que existem para desvendar segredos milenares cuja chave, acreditam, o barão agora possui.

wrangel_Illuminatis, templários, uma espiã russa, o sultão do Brunei, uma marquesa ciumenta, falsários, colecionadores de raridades com nomes estranhos e toda a fauna clichê dos filmes policias e de aventura passam a se alternar na perseguição pelos lugares mais improváveis – Berlim, Antuérpia, um navio no Atlântico, pirâmides de Gizeh, Himalaia, rio Ganges etc.

O que se anuncia inicialmente como uma aventura vai aos poucos ganhando traços de comédia até virar uma caricatura de quadrinhos e filmes de ação. Entre atentados e sabotagens, o Barão Wrangel segue em busca de papiros, manuscritos, cálices e mapas secretos. Lá pela quarta ou quinta reviravolta mirabolante, a história assume sua vocação e cai na galhofa.

A paródia do português João Carlos Fernandes, autor também da série A pior banda do mundo, é uma mistura leve de homenagem e crítica. Apesar da aparente contradição, é possível perceber os dois elementos na história. O tom do humor é um nonsense bem característico do autor, do qual eu particularmente gosto muito, a ponto de me fazer gargalhar.

avaliação
4,4 / 5
(muito bom)

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As aventuras do barão Wrangel – Uma autobiografia
José Carlos Fernandes
Devir – Portugal, 2003
124 páginas, 16,5 x 25,5 cm, pb, lombada quadrada, R$ 29,90


 

blitzkrieg

Quatro meninos sofrem com as “brincadeiras” nada agradáveis do valentão da escola. Cansados de apanhar ou de ver a mochila arremessada no telhado, os amigos se juntam para dar um basta nos abusos do colega mais forte. É isso ou a humilhação se eterniza.

a07_blitzkriegPodia ser ET ou Goonies ou Stranger Things. Mas a pequena saga é contada no quadrinho Blitzkrieg (independente, novembro de 2016), de Bruno Seelig.

Simples e curtinha, direta ao ponto, traço ótimo e arte num tom azulado, como se fosse feita a caneta bic. É mais uma história de companheirismo e cumplicidade – e de novo funcionou, talvez pelo final, que consegue surpreender.

avaliação
4,0 / 5
(bom)

blitz_ilustraBlitzkrieg
Bruno Seelig
Independente, novembro de 2016
28 páginas, 18 x 26 cm, azul e branco, lombada com grampos
R$ 15


PS.: quem gosta de histórias do mesmo gênero não pode perder o filme Sing Street: música e sonho, produção irlandesa que se passa em Dublin nos anos 80. Está disponível no Netflix.

uma metamorfose iraniana

Existem os presos comuns, que cometem crimes como roubo, estelionato ou assassinato. Existem os presos políticos, que cometem o que se consideram crimes de opinião ou agem em discordância com princípios autoritários de uma ditadura. E há o caso de Mana Neyestani, chargista, autor e protagonista de Uma metamorfose iraniana (Nemo, junho de 2015).

uma_metamorfoseEle não atacou o  aiatolá nem o governo de turno, comandado por Mahmoud Ahmadinejad em 2006, como costuma acontecer com os presos políticos de regimes autoritários como o iraniano. Ele também não foi encarcerado por um crime que não cometeu ou por algum equívoco da polícia ou da justiça, o que seria típico de histórias que expõem os dramas de ser privado de liberdade injustamente.

Mana foi preso por um crime que não é crime. Não é possível, portanto, provar inocência porque a lei que ele descumpriu não existe, não está escrita. De fato, é um preso político, mas sem uma acusação precisa, nem a isso teve direito. O que determina a punição que sofreu é algo volúvel, porém definitivo: a vontade de um juiz. Sem ter a quem recorrer, sem que argumentos e provas sejam sequer ouvidos, Mana fica refém do arbítrio de burocratas do governo, investidos de autoridade pela teocracia iraniana.

Fica fácil de entender o título do quadrinho e a referência a Kafka, cuja obra é marcada pela criação de labirintos burocráticos estatais, que diminuem, asfixiam e paralisam as pessoas. Outro ponto de contato com Kafka está na própria Metamorfose, considerada a maior obra do escritor tcheco e cujo tema é, literalmente, a desumanização do ser humano, transformado em uma barata. O motivo da prisão de Mana foi uma charge, publicada em um suplemente infantil, que mostra uma barata conversando com um menino.

O inseto de Uma Metamorfose Iraniana pronuncia um termo azeri, etnia de origem turca do norte do Irã. Os azeris, ou azerbaijanos, se sentiram ultrajados porque consideraram que a charge os chamava de baratas, o que seria mais uma humilhação dos persas, etnia hegemônica no país. Protestos violentos estouraram, mortes foram registradas e o chargista foi preso – um bode expiatório para o regime mostrar serviço. A partir da prisão passamos a acompanhar os dias do artista na cadeia. Entre transferências e audiências vagas, os dias são carregados de incertezas e de terror psicológico. A ameaça de tortura física paira no ar e agentes da polícia política insistem que Mana delate colegas de profissão.

Apesar da angústia, da indignação e do medo constante do que pode vir na página seguinte, o autor-protagonista consegue dar leveza à narrativa, às vezes sendo até engraçado. Não é um quadrinho de humor, evidentemente, mas há uma visão bem humorada que o amarra e ajuda a atravessar a história. Revela um jeito de encarar a existência e me pareceu essencial, junto com o apego à própria vida, para que Mana Neyestani superasse os dias na prisão e tudo que ainda veio a seguir.

avaliação
4,4 / 5
(muito bom)

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Uma metamorfose iraniana
Mana Neyestani
Fernando Scheibe (tradução)
Nemo, junho de 2015
208 páginas, 24 x 16,6 cm, pb, lombada quadrada
R$ 39,90

Une métamorphose iranienne
Ça et Là, 2012


 

quebra-cabeça infinito

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A maior dificuldade para qualquer novato das HQs vem depois das primeiras revelações. Onde estão as outras? Onde estão os quadrinhos que vão superar a história incrível que acabei de ler? Como consigo descobrir? Google, né?

Aí pinta o problema central do fluxo da informação sobre qualquer assunto atualmente: nunca o acesso foi tão fácil, mas também nunca houve volume tão vertiginoso, com o agravante particular, no caso dos quadrinhos, de que a informação costuma estar fragmentada. Mais: nosso mercado ainda tem lacunas. Cresceu, mas segue em formação. Você vê uma crítica elogiosa a um encadernado, por exemplo, mas ele é o segundo volume. O primeiro está esgotado.

Uma característica pessoal, no meu caso, cria uma considerável dificuldade adicional: não consigo ler um número 4, por exemplo, sem ler o 1, o 2 e o 3. Mesmo que me digam que não há nenhuma dependência, que a história recomeça do zero, vou esperar até conseguir todos os exemplares. Em alguns casos prefiro ler toda a obra de um artista, em sequência cronológica, até chegar no clássico.

Em progresso, eternamente – Para superar essa idiossincrasia quase paranoica, foi preciso acumular informações aos poucos, virar um estudante, aceitar que levaria tempo até descobrir as histórias essenciais de cada personagem ou autor e se familiarizar com linhas cronológicas de décadas, principalmente no caso de heróis.

Como quase tudo que nos move de verdade na vida, nunca acaba, está em constante movimento e mudança – sempre vai haver uma nova descoberta. O que eu poderia querer mais? Por que colecionar quinhentas e poucas figurinhas se eu posso montar um quebra-cabeça infinito?

Hoje acumulo mais de três mil gibis. Fanzines e edições independentes nacionais caprichadas, comics americanos de heróis em mixes ou encadernados de capa mole e dura, álbuns europeus simples ou luxuosos, graphic novels de todas as origens e nos mais diferentes tamanhos e acabamentos, mangás clássicos e contemporâneos, fumettis tradicionais em preto e branco e suas versões coloridas em capa dura.

Tenho muita leitura atrasada, claro, mas a sensação é de que estou apenas começando. Não se larga um quebra-cabeça pela metade.

 

OS PRIMEIROS PASSOS